Cai o número de casos de dengue no Estado de SP em 2016

O verão está chegando e junto com ele as doenças típicas da época como, por exemplo, dengue, chikungunya e zika vírus.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no período correspondente de janeiro a agosto deste ano, houve uma queda nos casos de dengue que passaram de 711.881 em 2015 para 202.069 em 2016, o que representa 28% em relação ao ano passado. Por outro lado, os casos de chikungunya passaram de 154 pessoas infectadas para 3.566, um aumento de 2.300%. A TV Faculdade conversou com o doutor Roberto Debski, médico especializado em doenças virais e diretor da Clínica Ser Integral, na cidade de Santos, litoral de São Paulo (SP) que trouxe, durante a entrevista, temas como fatores climáticos, efetividade das campanhas de prevenção e até mesmo o processo de criação de vacinas e exames.

Segundo o doutor, na época do verão, quando ocorre grande quantidade de chuva, os casos das doenças tendem a aumentar e as pessoas só buscam auxílio quando já estão doentes. ‘’É uma questão cultural que envolve a educação da população”. As medidas básicas contra os males não são uma novidade, mas sempre vale reforçar que é essencial evitar focos de água parada, utilizar telas de proteção e passar repelente. Outra medida seria por meio de vacinação, porém como relatou o doutor Debski, estudos estão sendo realizados e ainda não se chegou na criação de um método efetivo para a chikungunya e o zika vírus. “No caso da dengue já existe uma vacina própria, porém, devido ao alto custo e a pouca demanda para os postos de saúde e clínicas, muitas pessoas não têm acesso a esse recurso”, diz.
Questionado sobre a forma de tratamento para estas doenças, o médico informou que o procedimento é sintomático e não existe nada específico, apenas medidas de suporte como por exemplo, hidratação, orientação e acompanhamento médico dos sintomas. “Estes normalmente são febre alta, dor de cabeça e no corpo, mal-estar, entre outros”, completa o especialista.  Na foto, o Dr. Debski é o 3º da esquerda para direita.
Sobre o zika, o doutor comentou que as evidências levam a crer que existe uma relação entre o vírus e a microcefalia e que aparentemente cientistas estão prestes a chegar a uma confirmação.“Isso causou um pânico nas mulheres grávidas e muitas, que pensavam em conceber, desistiram da ideia por conta do número de casos e suspeitas ‘’É uma medida prudente a ser tomada”, afirmou Debski.

Prevenção para o próximo verão
O ano praticamente acabou e agora é hora de pensar em como vamos aproveitar as férias de verão. Os destinos mais procurados para essa época são sempre litorâneos e é nessas horas que devemos ficar atentos uma vez que lugares assim são mais propícios para o criadouro de mosquitos transmissores de doenças virais. É muito importante prestar atenção nos sinais de perigo e se prevenir. Ninguém quer curtir as férias doente, não é mesmo? Por isso, evite piscinas com água suja e parada e opte por ambientes com telas de proteção. Vale também ressaltar os cuidados básicos com o acúmulo de água parada, como por exemplo em latas, embalagens, lixeiras, pneus velhos, vasinhos de plantas, garrafas, caixas d´água, latões, e cisternas.

Por Ana Beatriz Gonçalves e Gustavo Canato.

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